A Meditação Discursiva é um dialogo conosco mesmo, com o mais profundo de nos mesmos, com o divino que ha em nosso interior. Ela é dividida em três etapas:
1) invocação: é um chamado à divindade, um pedido de auxilio ou de esclarecimento sobre um tema especifico;
2) espera: é um momento de concentração e de silêncio interior, onde se tenda esvaziar a mente e estar receptivo;
3) resposta: é a resposta do nosso ser interior, tentamos colocar em palavras o que intuitivamente recebemos como resposta ao que foi invocado.
Se quiserem saber mais detalhes sobre o método de meditação proposto por Cafh é so falar! Aqui segue então o comentario da Dama Paula. Abraço a todos! Eric
Meditação Discursiva
Invocação
Divina Mãe, dai-me o arroubamento de morrer em minha personalidade, de desaparecer como personalidade.
Espera
(Dentre os pensamentos que insistiam em permanecer na mente, ocorreu-me que eu não estava sentindo nada de especial, havia um enorme vazio. Conscientizei-me deste conteúdo e procurei deter o pensamento...)
Resposta
Mantive a idéia da falta de sensação, percebi-me como uma folha em branco, sem nada escrito, um enorme poço vazio, um vácuo. Dei-me conta que, estar morta é estar livre dos condicionamentos da personalidade, das características, do modus operandi pessoal que por vezes me separa dos que estão à minha volta, é sentir realmente nada, é poder diluir-me no que está à minha volta para ser reescrita uma nova história de mim.
Bem, este foi o resultado da meditação da terça.
Hoje, quarta, pensei em manter a mesma idéia, aprofundar-me nela.
Ledo engano! Sentei-me dois minutos antes das 20h00 e às 20, quando anunciei o tema, o mesmo da noite anterior (Ressurreição de Hes), a Invocação já saiu um pouco diferente, acho que mais completa: “Divina Mãe, dai-me o arroubamento de morrer em mim para viver em ti”. Mantive esta frase durante os cinco minutos. Na Espera, veio (de novo, quase sempre é nesse momento que vêm idéias mais plenas de significados, talvez pelo silêncio, acho) a idéia de eternidade; que como personalidade, assim como enquanto matéria eu “estou”, mas no divino, diluída no todo, eu “sou”. E a Resposta que mantive foi então que “como personalidade eu estou e na Divina Mãe eu sou”. Para sempre, né? Eternamente.